Psicólogo Online

Faça sua consulta psicológica aqui!

Categoria: Psicólogos

Diferença entre psicologo e terapeuta

QUEM FAZ TERAPIA É LOUCO?

Não gosto muito do uso desta palavra. “Louco” é uma palavra usada pelo publico em geral e normalmente significa um quadro psicótico onde talvez haja possibilidade de elaboração suficiente para acompanhar uma terapia.

Para quem chega na terapia e me pergunta “Estou ficando louco?” Eu respondo: provavelmente não, se voce fosse louco nem estaria me fazendo essa pergunta, pois se voce tem senso crítico para perguntar isso é sinal que está conseguindo fazer um minimo de autoavalição pelo menos.

É VERDADE QUE TERAPIA TEM QUE SER FEITA A VIDA TODA, NÃO TERMINA NUNCA?

Não necessariamente. Talvez algumas pessoas ou alguns casos se façam necessários maior tempo de acompanhamento, mas o profissional orientará a cada um sobre sua necessidade.

Psicologo para responder perguntas

PORQUE PROCURAR UM PSICÓLOGO?

De pronto eu lhe respondo, e por que não? Você aprendeu a procurar um oftalmologista quando percebe que sua visão está falhando; faz exames periódicos no ginecologista; entende que deve ir ao dentista para uma revisão, pelo menos uma vez por ano; leva seu filho ao pediatra de forma sistemática e tenho certeza, sabe a quem procurar se tiver um problema gástrico. Na verdade são hábitos aprendidos e por isso hoje entendemos que é saudável agir assim. E por que não procura um psicólogo? Se alguém sofre, por exemplo, de insônia ou sente-se desmotivado para acordar; pode estar vivendo uma angústia cuja causa não consegue definir, está carregando um trauma antigo que interfere muito nas suas atitudes de hoje; sofre de ansiedade paralisante; perdeu o apetite para conviver com pessoas; está com dificuldades de memória e concentração; esconde conflitos que não quer dividir com qualquer um; está vivendo um casamento problemático; não está conseguindo conter o uso de drogas ou é usuário abusivo de álcool. Você , como muita gente, pode ter uma série de questões que poderia tratar com um psicólogo. Será que ainda estamos aprendendo a considerar o psicólogo no rol de nossas necessidades de saúde?

PARA QUE SERVE TERAPIA?

A terapia pode te ajudar em casos de distúrbios psicológicos como por exemplo:depressão, síndrome do pânico, TOC, medos, etc. Mas também pode ser um apoio em situações muito difíceis da sua vida onde a pessoa não consegua levar sozinho, como uma separação, a morte de um ente querido, o stress de se submeter a exames, etc. Ou em casos onde é preciso tomar uma decisão importante e não está sendo possível identificar o que é prioritário no momento como por exemplo sair de um emprego, iniciar uma nova família, etc.

A PESSOA QUE FAZ TERAPIA FICA MAIS “CHATA” E ARROGANTE?

Depende de quem está avaliando essa “chatice”, pois muitas vezes o ganho da terapia pode ser justamente o aprendizado de não mais se deixar dominar, ou ser dependente de pessoas que não lhe proporcionavam crescimento algum. E sendo assim, é possível que estes ex-dominadores fiquem chateados com a perda de sua vítima.

Agende sua consulta >> Ligue no (11) 3262-0621 ou clique aqui

SE UM CASAMENTO NÃO ESTÁ INDO BEM, A TERAPEUTA ACONSELHARÁ PARA TERMINAR ESTE CASAMENTO?

A terapia não induz a nenhuma atitude em especial, o terapeuta pode ajudar o paciente a pensar no que seria o melhor para o relacionamento e para cada uma das pessoas envolvidas neste relacionamento.

COMO UM TERAPEUTA PODE AJUDAR ALGUÉM SE ELE TAMBÉM É UM SER HUMANO QUE TEM SEUS PRÓPRIOS PROBLEMAS?

É fato, o terapeuta é um ser humano, mas esta é uma condição que o ajuda a ter empatia por outros seres humanos. De toda forma os psicólogos também são pacientes de seus terapeutas, e quando estão em seus consultórios eles são treinados a terem um olhar objetivo e profissional, e trabalham para que suas próprias dificuldades interfiram.

O PSICÓLOGO TRABALHA DANDO “CONSELHOS”?

Os serviços de aconselhamento psicológico normalmente são realizados em caráter emergencial e servem para orientar e auxiliar na resolução de dificuldades, como por exemplo nos serviços de atendimento a mulheres que sofreram abusos. Mas no processo tradicional de terapia não existe a prática de “dizer ao paciente o que ele deve fazer”.

FAZER TERAPIA É TER ALGUÉM PARA DESABAFAR?

Não só isso, muitas vezes o desabafo propicia um certo alivio, mas não ficamos apenas este alivio, a proposta da terapia engloba vários caminhos como por exemplo reestruturar os pensamentos disfuncionais e ajudar na solução de problemas.

QUEM TEM AMIGOS NÃO PRECISA DE PSICÓLOGO PORQUE JÁ TEM ALGUÉM PARA OUVI-LO?

Creio que um amigo normalmente não tem as técnicas que um profissional da área de saúde mental, como o psicólogo, tem. Ter amigos é muito bom, mas a ajuda do amigo pode se limitar a tentar te “colocar para cima” dando conselhos, dizendo que o problema não é tão ruim, que voce tem condições de superar.

COMO UMA PESSOA PODE MUDAR SE ELA É “ASSIM MESMO”?

Quando dizemos que alguém é “assim mesmo” estamos nos referindo as características de personalidade. Muito do que somos foi aprendido, muito foi adquirido geneticamente, mas uma boa parte é nossa mesmo, ou seja depende muito de voce ser como voce é. E isto é uma boa noticia, porque tem muita coisa que pode se feita para que voce funcione melhor. Somos “donos” de nossa própria mente, e sendo assim há muito que se trabalhar e melhorar em todas as pessoas.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE: PSICÓLOGO; TERAPEUTA; PSICOTERAPEUTA; ANALISTA; PSICANALISTA E PSIQUIATRA; TERAPEUTA HOLÍSTICO?

Psicólogo: Fez faculdade de psicologia, pode atuar em escolas, empresas e instituições em geral.Terapeuta: Todo profissional de saúde que aplica alguma forma de terapia. É uma forma abreviada de se referir ao psicoterapeuta. Terapeuta holístico: Não tem, necessariamente, formação em curso superior . Psicoterapeuta: É o psicólogo que se especializou na área clinica. Pode atuar em clinicas, consultórios, hospitais ou instituições de saúde.Psicanalista: É o terapeuta que utiliza as técnicas da psicanálise. Analista: É a forma abreviada de se referir ao psicanalista. Psiquiatra: Formado em medicina e especialista em saúde mental.

O PSICÓLOGO RECEITA REMÉDIOS?

Não. O profissional de saúde que está habilitado para receitar medicação é o médico.

Fonte: http://www.marisapsicologa.com.br/terapeutas-respondem.html

Código de ética do psicólogo

A Academia do Psicólogo apresentou uma questão interessante para debate neste artigo:

Diversos psicólogos vêm recebendo notificações dos respectivos Conselhos Regionais de Psicologia, onde são inscritos, com orientações acerca da maneira como se apresentam em redes sociais, especialmente quando associam o exercício da Psicologia com outras atividades como “terapia de florais” e “coaching”.

Nosso objetivo neste artigo é analisar, sob um ponto de vista jurídico, os dispositivos citados no Código de Ética Profissional do Psicólogo, citados para justificar as recomendações, e avaliar o alcance destes artigos genericamente, sem abordar um caso específico.

A livre iniciativa, valorização do trabalho e o livre exercício das profissões

Elevated View Of Happy And Positive Business People In Casual Dr

O controle sobre o exercício existe há muito tempo, e não é novidade a existência de órgãos que visem regular as atividades profissionais. A Constituição Federal de 1988, procurou equilibrar a valorização do trabalho, estimulando a livre iniciativa, com o mínimo necessário para o seu controle.

Em primeiro lugar, a valorização do trabalho humano e a livre iniciativa (art.1º, IV).

A livre iniciativa é uma extensão da liberdade, significa que um dos valores mais importantes para a República no Brasil é o estímulo ao trabalho e ao direito de exercer as atividades econômicas, por meio do acesso aos mercados, e o direito de permanecer neles.

Por isso, a Ordem Econômica – parte da Constituição que cuida de como a economia deve funcionar – também prevê como seu fundamento a valorização do trabalho humano e a livre iniciativa (art.170 caput).

Isto não quer dizer que se possa empreender em qualquer atividade de qualquer forma, pois a livre iniciativa não constitui um valor absoluto.

Ao contrário, o próprio art. 170, parágrafo único da CF, dispõe claramente nesse sentido: “É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei”. Logo, a liberdade de iniciativa pode ser limitada por lei, o que deixa por óbvio que aqui impera o princípio da legalidade, compreendendo o disposto no art. 5º, II, segundo o qual “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

Além disso, a psicologia é, além de uma atividade econômica, e acima de tudo, uma profissão.

Aí que é direito fundamental de cada pessoa o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Isto é o que dispõe o art.5º, inciso XIII da Constituição.

Além de valorizar o trabalho humano, a Constituição Federal ainda garante o direito de cada indivíduo exercer sua profissão. Ocorre que, a lei pode exercer algumas limitações a este livre exercício, como por exemplo, o diploma universitário, e o registro de um órgão de fiscalização de classe, como é o caso do CRP.

No caso da psicologia não há que se falar em exercício da profissão sem a necessidade de diploma, por exemplo, como já foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal, STF, no caso do curso de jornalismo.

O registro em órgão de classe é também uma questão importante a ser mencionada, pois, ao contrário do que o STF decidiu no caso dos músicos (necessidade de filiação obrigatória na Ordem dos Músicos do Brasil), a inscrição obrigatória no CRP para o exercício da psicologia, também é um ônus previsto em lei (portanto, somos obrigados a contribuir para nossos órgãos de classe).

O que são órgãos de fiscalização de classe?

bigstock--130776674

Os órgãos de fiscalização de classe são considerados autarquias, mas especificamente, autarquias corporativas, ou seja, foram criadas com a finalidade de organizar e fiscalizar o exercício das profissões regulamentadas.

Sendo autarquias integram a estrutura da Administração Federal, ainda que de forma indireta. Sim, o CFP, o CFC e o CREA são entidades do serviço público federal, embora não se confundam com outras autarquias como, por exemplo, o DNPM, CVM etc. Mas, sofrem auditoria do Tribunal de Contas da União, e se o psicólogo inscrito no CRP não quitar suas contribuições poderá sofrer uma execução fiscal.

Para os fins de nosso estudo, esclarece-se que os Conselhos Federais submetem-se a um regime de direito público, primeiro porque possuem personalidade jurídica de direito público (não são como pessoas de direito como uma associação, por exemplo).

Isto é, devem atuar, dentre outros parâmetros, com base na legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência.

Tanto é assim, que o art.1º da Lei nº 5.766/71, que criou o CFP e os CRPs, assim dispõe sobre o CFP: Art. 1º Ficam criados o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicologia, dotados de personalidade jurídica de direito público, autonomia administrativa e financeira, constituindo, em seu conjunto, uma autarquia, destinados a orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de Psicólogo e zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe.”

Importante destacar que não se devem confundir os sindicatos de representação dos psicólogos com o CRP. Os sindicatos existem para representar o trabalhador em negociações coletivas com os empregadores e eventualmente perante a Justiça do Trabalho.

O CRP é um órgão de fiscalização profissional, criado por lei, e cuja inscrição é obrigatória para quem exerce a profissão, enquanto no sindicato a filiação é facultativa.

Por fim, como o Brasil é uma República federativa, ou seja, somos uma federação, com um sistema de entes federados que possuem autonomia, o sistema dos órgãos de fiscalização de classe segue a mesma lógica, ou seja, há um órgão federal, cuja função principal é a coordenação dos entes estaduais, exercendo um caráter de uniformização dos entendimentos acerca da profissão regulada, e os entes estaduais, com autonomia em relação ao ente federal.

No caso da psicologia, o ente federal é o CFP, Conselho Federal de Psicologia, e os entes estaduais, são os CRPs, Conselho Regional de Psicologia de cada região (às vezes pode haver um agrupamento de estados num único órgão, que passa a ser regional, e não mais estadual, como acontece com a OAB, por exemplo).

Os Códigos de Ética Profissional e as sanções impostas

Hand holding up red card against football pitch in large stadium

A questão é complexa, e vem acarretando acalorados debates. Em primeiro lugar, como dissemos, os Conselhos de Fiscalização profissionais devem pautar-se pelo princípio da legalidade.

Quando tratamos de sanções, ou seja, punições a um profissional que desrespeitou uma previsão da lei ou Código de Ética, por exemplo, a análise é mais rígida, porque, afinal, estamos falando da liberdade de atuação profissional, um direito fundamental, como já visto antes.

Neste sentido, falamos que as punições devem atender ao princípio da legalidade, ou seja, para que um Conselho profissional possa advertir alguém, por exemplo, ele deve ter uma autorização prevista em lei para tal. Afinal, somente por meio da lei é que alguém pode ser privado de seus direitos fundamentais, pois vivemos em um Estado de Direito Democrático.

Além do princípio da legalidade, mas decorrentes deste, outros princípios envolvem o chamado direito administrativo sancionador, que é exatamente o que estamos detalhando aqui, como os princípios da anterioridade, tipicidade e taxatividade.

Neste momento, basta entendermos que a punição a ser aplicada deve estar previamente definida, de modo claro e preciso, em uma norma que já esteja em vigor no momento de sua aplicação.

A Lei nº 5.766/71 prevê que é competência do CFP elaborar e aprovar o Código de Ética Profissional do Psicólogo (art.6º, “e”). Além disso, prevê o art.26 desta Lei que:

“Art. 26. Constituem infrações disciplinares além de outras:

I. Transgredir preceito do Código de Ética Profissional;”

Dentro do sistema federativo dos CRPs também cabe ao CRPs:

“Art. 9º São atribuições dos Conselhos Regionais:

b) orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão em sua área de competência;

c) zelar pela observância do Código de Ética Profissional impondo sansões pela sua violação;”

Em suma, cabe ao CFP a prerrogativa de elaborar um Código de Ética, e que as disposições nele contidas vinculam os psicólogos de tal forma que, caso haja a violação de algum preceito previsto no Código de Ética profissional, este será processado e eventualmente punido perante o CRP onde é inscrito.

É evidente que a Lei não confere um cheque em branco para o CFP estabelecer a pena que lhe achar conveniente, como por um exemplo, uma pena de reclusão de 05 anos para quem anunciar que pratica florais de bach junto com psicoterapia, ou algo assim.

As penas aplicáveis também estão previstas na mesma Lei nº 5.766/71:

“Art. 26. Constituem infrações disciplinares além de outras:

I – Transgredir preceito do Código de Ética Profissional;

II – Exercer a profissão quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos ou impedidos;

III – Solicitar ou receber de cliente qualquer favor em troca de concessões ilícitas;

IV – Praticar, no exercício da atividade profissional, ato que a lei defina como crime ou contravenção;

V – Não cumprir no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou autoridade dos Conselhos, em matéria da competência destes, depois de regularmente notificado;

VI – Deixar de pagar aos Conselhos, pontualmente, as contribuições a que esteja obrigado.

Art. 27. As penas aplicáveis por infrações disciplinares são as seguintes:

I – Advertência;

II – Multa;

III – Censura;

IV – Suspensão do exercício profissional, até 30 (trinta) dias;

V – Cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho Federal.

Art. 28. Salvo os casos de gravidade manifesta, que exijam aplicação imediata da penalidade mais séria, a imposição das penas obedecerá à graduação do artigo anterior.

Parágrafo único. Para efeito da cominação de pena, serão consideradas especialmente graves as faltas diretamente relacionadas com o exercício profissional.

Art. 29. A pena da multa sujeita o infrator ao pagamento de quantia fixada pela decisão que a aplicar, de acôrdo com o critério da individualização da pena.

Parágrafo único. A falta do pagamento da multa no prazo de 30 (trinta) dias da notificação da penalidade imposta acarretará a cobrança da mesma por via executiva, sem prejuízo de outras penalidades cabíveis.”

De qualquer forma, o princípio da legalidade está atendido, pelo menos no que tange a autorização do CFP em editar um Código de Ética Profissional. Lei nº 5.766/71 poderia ser mais precisa quando associa as condutas que considera passíveis de punição (art.26) com as sanções cabíveis (art.27).

Isto dá uma margem relativamente grande para que o próprio CFP estabeleça as condutas e quais são serão as sanções. Por exemplo, a Lei não estabelece claramente qual é a sanção para quem infringir preceito do Código de Ética Profissional (art.26, I).

Isto não quer dizer que o CFP tenha um cheque em branco. As disposições do Código de Ética não podem estabelecer sanções desproporcionais para uma determinada conduta, ou genéricas demais, que permitam um alargamento das possibilidades de enquadramento de qualquer conduta do psicólogo ao sabor de quem instrui o processo.

Em outras palavras, quanto mais aberto é o dispositivo do Código de Ética, haverá mais margem de interpretação do caso concreto, que por conveniência e oportunidade – a chamada discricionariedade – acabará podendo levar a uma acusação de uma prática infracional com base no art.26, I da Lei nº 5.766/71.

Análise de algumas condutas em face do disposto no Código de Ética Profissional da Psicologia

doubt, expression and people concept - man thinking over gray ba

O Código de Ética Profissional da Psicologia vigente foi aprovado pela Resolução CFP nº 010/05. É com base neste Código que o CFP avalia a conduta dos psicólogos, e sendo assim, avaliaremos alguns de seus artigos.

O psicólogo deve informar o seu nome completo e número de inscrição no CRP (art.20, “A”):

Exigência adequada, pois dá publicidade que o profissional está inscrito no órgão classe, e presumidamente atende os requisitos mínimos para exercer a profissão.

2. Anúncio Público que Associa o Título de Psicólogo à Práticas Não Regulamentadas ou Não Reconhecidas pela Profissão (art.2º, “f”):

A alínea “f” do art.2º assim dispõe sobre o tema:

Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

(…)

f) Prestar serviços ou vincular o título de psicólogo a serviços de atendimento psicológico cujos procedimentos, técnicas e meios não estejam regulamentados ou reconhecidos pela profissão;

Por sua vez, o art.20, alínea “c” dispõe:

Art. 20 – O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer meios, individual ou coletivamente:

(…)

c) Divulgará somente qualificações, atividades e recursos relativos a técnicas e práticas que estejam reconhecidas ou regulamentadas pela profissão;

Realizando uma leitura conjunta destes dois dispositivos do Código de Ética observa-se que é vedada a prestação ou vinculação de serviços cujos procedimentos, técnicas e meios não estejam regulamentados ou reconhecidos pela profissão (leia-se CFP).

Se não é possível a prática, também não é possível a sua divulgação.

Este é um tema polêmico. A questão se estende para muitas práticas como a regressão a vidas passadas, tarô, florais etc. Neste sentido, inclui-se o coach. Sobre o coaching, abordaremos o tema em um artigo próprio.

Há muitas práticas ou métodos chamados “alternativos” que podem auxiliar o paciente. Sem pretender alongar a questão neste artigo, a legislação garante ao CFP uma competência genérica para “b) orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de Psicólogo;” (art.6º, “b” da Lei nº 5.766/71), como um exemplo.

Em se tratando de profissões que lidam com a saúde mental do paciente, onde o psicólogo possui contato direto com o paciente, e portanto, poderia, melhor do que ninguém, conhecer a realidade específica deste, e assim, sugerir-lhe um tratamento alternativo, sem contudo, abandonar as práticas aceitas pela psicologia, mas em paralelo a estes, é um tema complexo.

Se o exercício de uma profissão é livre, desde que atendidos os requisitos legais, conforme determina a Constituição Federal, deveria a lei dispor que o CFP poderia, por meio de seu Código de Ética, ou resolução, restringir práticas específicas da psicologia, seria tanto melhor.

Por ora, recomenda-se que as práticas ainda não reconhecidas pelo CFP, como florais de saint Germain, e outras, sejam oferecidas pelo psicólogo de forma distinta de sua atividade como terapeuta. Na publicidade de tais atividades, seria recomendável que fossem separadas das rotinas de psicólogo, sem que possa se vincular estas atividades.

Imaginemos um exemplo peculiar. O psicólogo que ao mesmo tempo vende todo tipo de essências naturais e apetrechos correlatos pode continuar a vender tudo isso, pois a lei não lhe proíbe (a não ser que venda substâncias proibidas). Não será o CRP que poderá lhe punir, com base em uma norma interna do CFP, a venda destes produtos.

O limite de atuação do CRP é a atividade de psicólogo.

Assim, nos espaços como o perfil do facebook, parece ser possível, de modo genérico, a publicidade do psicólogo, com nome completo e número de inscrição no CRP. Em outros espaços da mesma página, nada impede a oferta de florais de Saint Germain, desde que desassociados da psicologia.

Fonte: http://academiadopsicologo.com.br/portal/o-codigo-de-etica-profissional-do-psicologo-e-os-limites-onde-o-crp-pode-intervir/#

Função do psicologo

Psicólogos comportamentais e cognitivos comportamentais são especialistas em comportamento humano e usam métodos científicos para estudar os fatores que influenciam o modo como as pessoas sentem , agem, aprendem e pensam, bem como estudam as estratégias e intervenções baseadas em evidências para ajudar as pessoas a superar suas queixas.

Eles ajudam as pessoas a superarem e gerenciarem problemas de relacionamento, ansiedade, estresse, medo, depressão, distúrbios alimentares, abuso de substâncias, psicoeducação de filhos entre dezenas de outros, além de ajudar aquelas pessoas que desejam aumentar seu nível de autoconhecimento.

Entre todas as funções e atividades exercidas por psicólogos, a Psicologia Clínica é bem clássica e por isso muito conhecida.

Psicologia Clínica é comumente praticada em um consultório, uma vez que tem ambiente adequado para a prática da psicoterapia (ambiente agradável, acusticamente isolado etc). Mas pode também ser praticada em hospitais e até na residência do paciente, caso o paciente não tenha condições de se locomover até o consultório.

Então qual a função do psicólogo? A função do psicólogo é trabalhar nas queixas associadas aos conflitos internos da pessoa, que invariavelmente geram incômodos à própria pessoa ou às pessoas do seu universo de relacionamento (amigos, colegas de trabalho, filhos, namorado, esposa etc). O psicólogo deve ir à busca das origens dos incômodos, entendendo suas funções. Deve discutir a forma pela qual o individuo trata essas questões, sempre almejando tornar a vida da pessoa a mais confortável possível.

Geralmente os psicólogos se baseiam em uma abordagem, e eventualmente em mais de uma, para utilizar clinicamente nas sessões de psicoterapia. A abordagem, nesse caso, seria o uso clínico do conhecimento obtido pela psicologia em cada linha de estudo/raciocínio.

As abordagens mais comuns da psicologia são:

Terapia Cognitiva

PENSAMENTO E SUA DINÂMICA.

Conheça cada um de nós lendo nosso perfil individual em psicólogos online. Você poderá também ver os horários disponíveis e agendar sua consulta ou ainda solicitar que a nossa secretária ligue para você.

Premissa básica: Examina o pensamento humano e o comportamento em termos de como nós interpretamos, processamos e lembramos das situações. As regras que nós usamos para ver o mundo são importantes para entender o porquê pensamos e agimos da forma que fazemos. De maneira geral, comportamento humano não pode ser compreendido sem examinar como a pessoa adquiri, armazena e processa as informações.

Terapia Comportamental

EFEITOS SOCIAL/AMBIENTE NO COMPORTAMENTO DO SER HUMANO.

Explica o comportamento humano em termos condicionais, ou seja, busca compreender a função que mantém o padrão comportamental daquele sujeito (adequados ou inadequados) e após essa análise funcional, utiliza procedimentos como forma de aprimorar e modelar novos comportamentos.

Psicanalítica/Psicodinâmica

INCONSCIENTE COMO DETERMINANTE DO COMPORTAMENTO.

Acredita que o inconsciente – parte da nossa mente que nós não temos controle ou acesso racionalmente – controla a maior parte de nossos pensamentos e ações. O inconsciente vem desde a infância e governa a personalidade.

Quem leu esse texto também se interessou por:

  • Textos e Artigos sobre Terapia de Casal e relacionamentos conjugais
  • Textos e Artigos sobre Ansiedade, seus sintomas e tratamento
  • Perfil de cada um de nós, os psicólogos
  • Textos e Artigos sobre Depressão, tratamento e sintomas
  • Ver os horários disponíveis e agendar consulta pelo site ou telefone
  • Textos e Artigos sobre demandas comuns em clínica de psicologia
  • Textos e Artigos sobre Pânico, Medo e Fobia
  • Textos e Artigos sobre Psicologia e Psicólogo

Autora: Thaiana F. Brotto)

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén