Mitos sobre a evolução
Olá amigos! Estamos em falta com vocês, tem um tempinho que não postamos nada. Mas estamos, eu e o Tiago, numa grande correria na vida profisisonal, prometo que vamos voltar aos pouco. Trago hoje um tema interessante e bem debatido neste ano, o biólogo Darwin e sua revolucionária teoria. Michael Le Page escreveu um artigo na revista New Scientist sobre 24 mitos e mal-entendidos sobre a evolução.
Dentre os mitos que acirram o debate estão a idéia de que a evolução é incompatível com as religiões, as teorias evolucionistas levam ao racismo e ao genocídio, achar que todas as idéias de Darwin são a última palavra nessa área e que a evoluçao é um processo inteiramente aleatório. Acho que a contribuição do Mauro Silva Júnior no post sobre Psicologia Evolucionista dá um aótima base para entender como a teoria da evolução influência na nossa área. Vou listar algumas dos pontos que Le Page lista em sua compilação.
Os críticos tem uma descrença na capacidade dos processos evolutivos em desenvolver estruturas, que para eles, são muito complexas, como os olhos ou as asas. Le Page credita ao entendimento incompleto da teoria esse tipo de afirmação. Ele indica que muitas estruturas derivam de um processo de exaptação, adaptação biológica que evolui por pressões seletivas diferentes das funções que essa adaptação atualmente se relaciona. A evolução das asas são um exemplo. Uma das hipóteses é de que elas evoluíram de barbatanas que impulsionavam animais na crista da água. Adquirinddo a função atual apenas posteriormente.
Outro mito corriqueiro é a idéia de que a evolução sempre conduz à uma maior complexidade. Peixes abissais e animais que moram em cavernas podem sofrer pressões adaptativas no sentido de suprimir algumas características que seus antepassados já possuiam. Além disso, estudos recentes investigam a idéia de que a complexidade decorre não necessariamente da seleção natural, mas apesar dela. É lógico imaginar que altas pressões seletivas diminuem a complexidade dos genomas, como se os padronizasse. Mas há variação no ambiente também, e alguns oferecem baixas pressões seletivas, propiciando maior complexidade. Esse já é um caminho mais espinhoso e complexo (pegou?) e prefiro deixar pra quem sabe explicar. Sugiro o link para o artigo que explica como a seleção natural é apenas um meio de evolução.
Não vou me alongar demais, a compilação do Michael Le Page foi bem esclarecedora para mim. Espero que seja úti para você também. Se o inglês apertar a versão traduzia automaticamente pelo Google pode dar uma ajuda inicial, veja aqui. Apesar de fazer uma boa compilação sobre o tema me parece que alguns assuntos, como a orientação sexual e a influência dos genes, são tratados de modo um pouco tendenciosos. Mas é só não parar de pesquisar e usar esse post apenas como um estopim.
Grande abraço.
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