Seminário com o Dr. Epstein

6, May, 2010
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (Sem votos)
Loading ... Loading ...

O prof. Hélder Gusso divulga um semínário on-line com o professor Epstein. O link para o post pode ser acessado aqui. O prof. Epstein é um renomado pesquisador e trabalhou diretamente com Skinner. Dentre suas pesquisas, uma delas investigou o comportamento criativo sob uma perspectiva da análise do comportamento.

Para quem se viram bem com o inglês pode ver o vídeo direto daqui.

Aquele abraço

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Tiago de Man Geral, Psicolgia

Cursos abertos no MIT

30, April, 2010
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (Sem votos)
Loading ... Loading ...

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, disponilibiza ina internet uma série de cursos on line. Os cursos contam com material audiovisual, indicação de bibliografias e exercícios! Quem tiver fluência em inglês pode dar um olhada. Dei uma olhada no curso de ciências cognitivas e o material parece ser bem completo. A página com a relação de cursos oferecidos pelo MIT pode ser acessada aqui.

Aquele abraço,

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Tiago de Man Acervos Eletrônicos, Geral, Tutoriais

Repositório aberto da universidade do Porto

23, April, 2010
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (Sem votos)
Loading ... Loading ...

A universidade do porto está disponinilizando uma série de textos acadêmicos em diversas áreas! Trata-se de um repósitório que contempala a produção acadêmica desta universidade. A parte de psicologia pode ser acessada aqui.

Abraços

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Tiago de Man Acervos Eletrônicos, Periódicos

Luta pela Educação Inclusiva

17, April, 2010
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (Sem votos)
Loading ... Loading ...

Olá pessoal, esse é meu primeiro post aqui no Blog dos meninos. Espero que gostem e comentem.

Dia 14 de abril, foi o Dia de Luta pela Educação Inclusiva (irei me referir aqui somente à educação das pessoas com deficiência).

Luta, porque ainda, pelo o que é dito, pelo o que é visto, pelo o que acontece, as pessoas com algum tipo de deficiência ainda não transitam pela sociedade como qualquer indivíduo. Vemos campanhas, novelas, depoimentos que expressam as dificuldades de acessibilidade, preconceitos, intolerância. Para mapear esta situação, foi realizada uma Pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar (2009), realizada pela FIPE a pedido do INEP. Participaram desta pesquisa pais e responsáveis de alunos, estudantes (ensino fundamental, médio e EJA), professores do ensino fundamental e médio, diretores, profissionais de educação, totalizando 18.599 respondentes de 501 escolas públicas em todo território nacional. O estudo investigou a distância social, atitudes preconceituosas e conhecimento de práticas discriminatórias. Leia mais…

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Priscila H. Junqueira Educação, Opinião, Psicolgia

Super Instalador

16, April, 2010
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (1 votos)
Loading ... Loading ...

Pessoal,

Sabe quando voce formata o seu computador e precisa reinstalar vários programas básicos como Navegador de internet, editor de textos e de fotos? Imagine como seria bom se pudéssemos instalar esses programa todos de uma vez no computador… Foi essa a ideia de uma site chamado ninite. Através dele é possivel criar megainstaladores com os programas que você mais precisa. E o melhor é que ele é de graça! Acesse o site aqui.

Aquele abraço

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Tiago de Man Tecnologia

Capes aprova a nova classificação do Qualis

7, April, 2010
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (Sem votos)
Loading ... Loading ...

Sistema de avaliação de periódicos e anais de eventos está mais objetivo, diz coordenadora de Gestão da Informação da agência.

Após classificação pela maior parte das áreas do conhecimento, o Qualis, sistema de avaliação de periódicos e anais de eventos da Capes, segue agora uma nova escala de análise. O anúncio foi feito durante a 107° reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES), realizada entre os dias 3 e 5 de março em Brasília.

A nova estratificação transforma a estratificação baseada no cruzamento de dados sobre a circulação dos veículos de publicação da produção científica (local, nacional e internacional) e a sua qualidade (A, B, C) em uma nova escala formada por oito estratos (A1, A2, B1 a B5 e C). O estrato C tem peso zero.

Para Valdinei Costa Souza, coordenadora de Gestão da Informação, a alteração torna a avaliação mais objetiva. “Tínhamos problemas com a interpretação da antiga escala, principalmente em relação à circulação. Era comum a confusão na distinção de qualidade entre os veículos de origem estrangeira como os de circulação efetivamente internacional, assim como de veículos brasileiros, que tinham qualidade internacional, e que, portanto, não poderiam ser classificados como ‘nacionais’”.

Com a mudança, existe uma maior consistência na interpretação dos resultados da classificação do Qualis. “Os critérios definidos por cada uma das quarenta e sete áreas de avaliação para a classificação de periódicos e eventos, na nova escala, exigem padrões de qualidade crescentes”, explica Valdinei.

Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Tal processo foi concebido para atender as necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação de periódicos e anais de eventos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção.

Nesta reunião do CTC-ES, 41 áreas tiveram suas classificações homologadas. As seis restantes têm até o fim do mês para concluírem seus trabalhos. Esta avaliação é referente ao ano-base 2007. Ainda este ano será anunciada a avaliação do ano-base 2008.
(Assessoria de Comunicação da Capes).

Fonte: Jornal da Ciência da SBPC.

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Leonardo Marques Ciência

Aprenda Psicologia Experimental Online

6, April, 2010
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (Sem votos)
Loading ... Loading ...

Olá guerreiros, apesar do aparente óbito do nosso site ele ainda resiste. Hoje faremos um post bem curto, é preciso cuidado no retorno para não forçar um blog sedentário como este. A dica é o simples e ótimo sistema online de ensino montado pelo pessoal Blog da Psicologia da Educação da UFRGS (http://www6.ufrgs.br/psicoeduc/).

Basta visitar o link http://www6.ufrgs.br/psicoeduc/maquina-de-ensinar/ e começar a rever os conceitos básicos de Análise Experimental do Comportamento.

Grande abraço e voltaremos.

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Leonardo Marques Educação, Psicolgia

Mitos sobre a evolução

3, December, 2009
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (1 votos)
Loading ... Loading ...

Olá amigos! Estamos em falta com vocês, tem um tempinho que não postamos nada. Mas estamos, eu e o Tiago, numa grande correria na vida profisisonal, prometo que vamos voltar aos pouco. Trago hoje um tema interessante e bem debatido neste ano, o biólogo Darwin e sua revolucionária teoria. Michael Le Page escreveu um artigo na revista New Scientist sobre 24 mitos e mal-entendidos sobre a evolução.

Dentre os mitos que acirram o debate estão a idéia de que a evolução é incompatível com as religiões, as teorias evolucionistas levam ao racismo e ao genocídio, achar que todas as idéias de Darwin são a última palavra nessa área e que a evoluçao é um processo inteiramente aleatório. Acho que a contribuição do Mauro Silva Júnior no post sobre Psicologia Evolucionista dá um aótima base para entender como a teoria da evolução influência na nossa área. Vou listar algumas dos pontos que Le Page lista em sua compilação.

Os críticos tem uma descrença na capacidade dos processos evolutivos em desenvolver estruturas, que para eles, são muito complexas, como os olhos ou as asas. Le Page credita ao entendimento incompleto da teoria esse tipo de afirmação. Ele indica que muitas estruturas derivam de um processo de exaptação, adaptação biológica que evolui por pressões seletivas diferentes das funções que essa adaptação atualmente se relaciona. A evolução das asas são um exemplo. Uma das hipóteses é de que elas evoluíram de barbatanas que impulsionavam animais na crista da água. Adquirinddo a função atual apenas posteriormente.

Outro mito corriqueiro é a idéia de que a evolução sempre conduz à uma maior complexidade. Peixes abissais e animais que moram em cavernas podem sofrer pressões adaptativas no sentido de suprimir algumas características que seus antepassados já possuiam. Além disso, estudos recentes investigam a idéia de que a complexidade decorre não necessariamente da seleção natural, mas apesar dela. É lógico imaginar que altas pressões seletivas diminuem a complexidade dos genomas, como se os padronizasse. Mas há variação no ambiente também, e alguns oferecem baixas pressões seletivas, propiciando maior complexidade. Esse já é um caminho mais espinhoso e complexo (pegou?) e prefiro deixar pra quem sabe explicar. Sugiro o link para o artigo que explica como a seleção natural é apenas um meio de evolução.

Não vou me alongar demais, a compilação do Michael Le Page foi bem esclarecedora para mim. Espero que seja úti para você também. Se o inglês apertar a versão traduzia automaticamente pelo Google pode dar uma ajuda inicial, veja aqui. Apesar de fazer uma boa compilação sobre o tema me parece que alguns assuntos, como a orientação sexual e a influência dos genes, são tratados de modo um pouco tendenciosos. Mas é só não parar de pesquisar e usar esse post apenas como um estopim.

Grande abraço.

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Leonardo Marques Ciência, Psicolgia

Sindicato de Professores mantêm equívocos de décadas atrás

7, November, 2009
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (Sem votos)
Loading ... Loading ...

Divulgamos na íntegra a resposta da Presidente da ABPMC ao Sindicato de professores e trabalhadores da rede pública do Espírito Santo sobre pronunciamento público que contém equívocos em relação ao behaviorismo.

O pronunciamento que eles fizeram e ao qual a ABPMC respondeu encontra-se no link http://www.sindiupes.org/?sub=92.

A resposta da ABPMC segue em anexo.

_______________________________________________________________

Escrevo-lhes na qualidade de Presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC), fundada há dezoito anos, com sede atual em Campinas, São Paulo e também representando um expressivo grupo de psicólogos behavioristas do Espírito Santo, professores de instituição privada e pública federal de ensino, motivados a questionar os sérios equívocos e julgamentos inapropriados apresentados em relação ao Behaviorismo, por esta entidade, na notícia pública sobre o Bônus Desempenho do Magistério divulgado pelo governo do Estado no site do SINDIUPES. Gostaríamos, ainda, de tornar esta ocasião oportuna para esclarecimentos e debates sobre nossa importante e atualíssima abordagem comportamental (behaviorista).

A ABPMC é um grande fórum científico e profissional de reunião e discussão da abordagem behaviorista no Brasil, solidamente instalado, tendo em seu banco de dados 4000 nomes de pessoas interessadas na abordagem comportamental e com um quadro atual de sócios de 1800 pessoas, reunindo pesquisadores, profissionais, professores e alunos envolvidos com a prática e com a produção de conhecimento na abordagem behaviorista, também conhecida como abordagem comportamental (Análise do Comportamento). Dentre eles, há inúmeros sócios que atuam na rede pública de ensino, estadual ou federal, contribuindo para a compreensão dos complexos processos de ensinar e aprender, além de pesquisadores e terapeutas. No Espírito Santo, por exemplo, sabedores que somos das condições de saúde dos servidores da Saúde no Estado, contribuímos, dentre outros projetos, na melhoraria de tais condições no programa de extensão universitária behaviorista (Projeto GAM – Grupo de Apoio a Mulheres) junto a mulheres do Sistema Único de Saúde, cuja avaliação mostra a sensível melhora na qualidade de vida das servidoras estaduais atendidas, muitas com depressão grave, que se arrastava após mais de uma tentativa de suicídio (parte do trabalho está em “A saúde do trabalhador da saúde: o que isso tem a ver com o usuário do SUS?”, publicado em 2008, na coletânea “A Produção da Psicologia Social no ES: memórias, interfaces e compromissos”, e que denuncia a organização do trabalho no SUS como potencialmente danosa à saúde do trabalhador).

Nesse sentido, vimos esclarecer, em primeiro lugar, que a Análise do Comportamento ou abordagem behaviorista não é uma política, tal como apregoa a notícia no site do sindicato, mas, sobretudo, uma abordagem científica da Psicologia, fundamentada em pesquisas, com o objetivo último de colaborar com o bem estar do ser humano e com a transformação social. E, por isso, como ciência, apresenta suas necessária implicações sociais, sendo fortemente comprometida com a eliminação de práticas segregadoras (racistas, sexistas ou de outros tipos) e de exclusão educacional, especialmente de crianças com distúrbios graves de desenvolvimento. Leia mais…

Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Leonardo Marques Ciência, Opinião, Psicolgia

Psicologia Evolucionista

4, November, 2009
PéssimoRuimNormalBomÓtimo (Sem votos)
Loading ... Loading ...

hominideos

A Psicologia, como disciplina científica, foi por muito tempo considerada uma “psicologia da consciência”, no sentido de que apenas aspectos voluntários do comportamento ou da mente e consciência eram estudados. Posteriormente, algumas teorias tentaram formular conceitos e fenômenos de outra ordem, a qual a consciência não tinha acesso. Esses fenômenos eram de natureza inconsciente ou produto do inconsciente, entendidos enquanto uma parte da mente ou funcionamento diferenciado dela. Embora os termos “mente” e “inconsciente” sejam usados por muitas abordagens psicológicas, em cada uma, eles terão definições completamente diferentes e serão usados para explicar fenômenos que muitas vezes, não são antagônicos, mas estão submetidos à níveis de análise distintos.

Recentemente o termo “mente” recebeu uma nova roupagem, não mais se tratando de um constructo psicodinâmico, mas de um objeto palpável e passível de investigação empírica direta. Seu correspondente, dentro dessa nova Psicologia, é mecanismo psicológico, e não se refere a um funcionamento particular de um indivíduo, mas de todos os indivíduos da nossa espécie, os Homo s. sapiens. Nesse sentido, o conceito de mente está atrelado aos padrões gerais de comportamento da espécie humana.

Essa nova psicologia é Psicologia Evolucionista (PE), cujo principal objetivo é a investigação desses mecanismos psicológicos ou da “mente humana” por meio de uma variedade de métodos e técnicas correlacionais, observacionais, comparativas com outras espécies e experimentais. A PE deriva de ramificações dos objetivos da Etologia, fundada no século XIX, para a qual o comportamento poderia ser estudado, a partir de uma perspectiva biológica, se respondesse a quatro perguntas, os quatro porquês de Tinbergen, um dos fundadores da área. O primeiro “porque” deveria reconstruir a história filogenética do comportamento em questão. O segundo “porque” se refere à função do comportamento para a sobrevivência da espécie. Em terceiro lugar, deve-se responder como o comportamento se desenvolve na ontogênese do individuo; e em último, quais as causas imediatas do comportamento.

Embora essa proposta da Etologia pareça completa, ela foi muito ousada e ambiciosa, e muitos dos estudos não deram conta de responder a todas essas perguntas ao mesmo tempo. Como conseqüência disso, houve desdobramentos da Etologia de modo que cada porque passou a ser estudado por cada nova disciplina que a sucedeu, como por exemplo, a Sociobiologia (enforcando o primeiro porque), a Ecologia Comportamental (enfocando o quarto porque) e a Psicologia Evolucionista (enfocando o segundo porque).

Ao enfocar no segundo porque, os teóricos da PE acreditam que a mente humana (ou os mecanismos psicológicos) foram selecionados no passado devido ao seu caráter adaptativo na sobrevivência da espécie. Esse período passado, no qual os ancestrais humanos evoluíram nas savanas africanas, é chamado de Ambiente de Adaptação Evolutiva (ou AAE, simplesmente). Nessa época, as condições ambientais (clima, geografia e predação) e sociais (maior dependência da prole, formação de casais, evolução da linguagem e estabelecimento de redes sociais amplas) moldaram na mente humana “soluções adaptativas” aos problemas encontrados neste período. Como resultado, ainda hoje estas soluções estão supostamente presentes no comportamento humano.

As soluções encontradas no AAE são expressas em padrões comportamentais amplos, como o apego, a formação de amizades, a desconfiança/aversão a membros externos ao nosso grupo etc. No entanto, não são os comportamentos em si que foram selecionados, uma vez que eles são o produto do gene pool da espécie em interação com o ambiente no qual ela vive atualmente. Para os psicólogos evolucionistas, o que evoluiu foram os mecanismos psicológicos, sob a forma de conexões neuronais no cérebro, cuja função é o processamento das informações ambientais especificas de cada problema encontrado pelos ancestrais humanos. Isso implica dizer que os mecanismos envolvidos na criação dos filhos não processam as informações sobre as melhores pessoas com as quais namorar, e vice versa.

Esse grau de especificidade dos comportamentos humanos é visto como conseqüência da especialização dos mecanismos, que evoluíram porque resolveram problemas muito específicos. Essa característica da mente humana chama-se modularidade, por sugerir que um mecanismo psicológico não pode ser usado para resolver outros tipos de problemas para os quais não evoluiu. Exemplo disso é a preferência humana por faces simétricas na procura por parceiros amorosos, mas que por outro lado, a simetria da face não parece ser levada em consideração quando se procura um amigo. Outros exemplos envolvem a capacidade de detecção de trapaceiros, ausência de reciprocidade, quando se busca por cooperação. Apesar das pessoas negarem veementemente que não esperem receber em troca aquilo que fizeram para outrem, ao perceber que o outro não corresponde à cooperação ou reciprocidade na relação, elas interrompem as ajudas freqüentemente destinadas ao sujeito egoísta.

Outro mecanismo psicológico muito estudado é a empatia. Já foi demonstrado na espécie humana e em outras espécies que os indivíduos são capazes de experimentar interesse nos sentimentos e desejos de outras pessoas. A empatia ocorre desde muito cedo na espécie humana, onde por volta dos primeiros anos de vida, as crianças são capazes de demonstrar “compaixão” ao ver outra criança ou adulto chorando. Comportamentos como esses só podem acontecer mediante a capacidade de se interpretar os sentimentos e idéias de outras pessoas através das suas expressões faciais e corporais (Teoria da Mente). É como se a mente humana fosse capaz de fazer uma leitura, ainda que estatística, dos estados subjetivos dos outros.

A empatia possui uma base neurológica bem definida, sendo creditada a um conjunto especial de neurônios situados na área 44 do cérebro humano ou área F5 de outros primatas. Os neurônios espelho como são conhecidos são responsáveis pelo processamento de informações sobre o comportamento dos outros, no sentido de ativar no cérebro do observador, as mesmas áreas envolvidas no comportamento motor do sujeito observado, a base neurológica para a imitação social. As pesquisas experimentais que descobriram os neurônios espelhos foram feitas na Universidade de Parma, Itália, sob a supervisão do neurocientista Giacomo Rizzolatti. Atualmente, as pesquisas do grupo de Rizzolatti demonstram que há vários tipos de neurônios espelhos, formando em conjunto o sistema de neurônios espelho, envolvidos também com a produção da fala humana, processada na mesma área cerebral (área 44 ou área de Broca) e possível evolução da linguagem dos seres humanos.

Muito embora, os mecanismos psicológicos tenham sido selecionados porque capacitaram os ancestrais humanos resolver problemas do AAE, isso não implica na atual adaptação dos mecanismos. No AAE, as condições do ambiente seco e pobre impulsionaram os hominídeos à procura por alimentos ricos em calorias e carboidratos, muito escassos naquela época. Todavia, no mundo atual dos supermercados e lanchonetes, onde a disponibilidade de alimentos e a facilidade de encontrá-los, sob as formas mais ricas, tornam essa preferência que foi adaptativa no passado, num grande problema de saúde pública, causando obesidade, diabetes e doenças coronárias.

Apesar das contribuições trazidas pela PE e pela noção de mecanismo psicológico ao comportamento humano não há total concordância entre os teóricos da evolução sobre as extensões da validade da importância do AAE e da modularidade da mente humana na compreensão do comportamento humano.

As críticas mais duras são feitas pelos ecólogos comportamentais, que enfocam menos a adaptação passada, e mais a capacidade de lidar com os problemas no ambiente atual das espécies, a adaptabilidade. Segundo eles a possibilidade de se entender o comportamento humano usando a perspectiva da PE é limitada devido a impossibilidade de se observar a função dos mecanismos psicológicos no ambiente ancestral. Os psicólogos evolucionistas respondem às críticas, afirmando que desde o surgimento da nossa espécie até os dias de hoje, não houve tempo para que nós mudássemos radicalmente dos primeiros humanos. Logo, os estudos de populações atuais e dos padrões comportamentais encontrados hoje fortalecem a idéia de que nossas “mentes modernas habitam um crânio da idade da pedra”, afirmação de Leda Cosmides sobre a possibilidade de se estudar os mecanismos psicológicos, olhando para o passado.

Por outro lado, muitas críticas dirigidas à PE são baseadas em desconhecimento da teoria e de seus métodos. Alguns têm acusado os psicólogos evolucionistas de tentar reconstruir o ambiente de adaptação evolutiva, AAE, através do “uso de questionários e experimentos super simplificados em laboratório”. O conceito de AAE nada mais descreve que as condições (pressões seletivas) que foram enfrentadas pelos ancestrais caçadores-coletores, mas de forma alguma esse ambiente pode ser reconstruído, ou o é pelos psicólogos evolucionistas. Uma das características que distingue a PE de outras disciplinas é a interdisciplinaridade, dialogando com outras ciências, como a paleoclimatologia, neurociências, paleoantropologia, arqueologia etc. Ciências como a paleoantropologia, arqueologia e a paleoclimatologia ao investigar o registro fóssil buscam reconstruir esse passado através dos vestígios deixados pelos hominídeos (como instrumentos de pedra lascada, ossadas e inclusive o gelo polar e restos de animais mortos no fundo do mar). Utilizando-se, então, da reconstrução do passado realizada por outras ciências, os psicólogos evolucionistas tomam essa reconstrução como referência para avaliar suas hipóteses a respeito dos mecanismos psicológicos investigados por eles.

Uma tentativa de promover a discussão entre os psicólogos evolucionistas e outros teóricos da evolução foi feita no livro “The evolution of mind: fundamental questions and controversies” organizada por Steven Gangestad e Jeffrey Simpson. O livro lançado em 2007 traz discussões teóricas sobre evolução, as metodologias adotadas pelos psicólogos evolucionistas, e discussões sobre a extensão dos conceitos da PE, como AAE e de mecanismos psicológicos.

No ano de 2009, um conjunto de pesquisadores de universidades brasileiras lançou o primeiro manual em português sobre a PE. Nele, além de haver discussões atualizadas sobre as tendências de pesquisas em PE, traz reflexões sobre o AAE e a modularidade. Especialmente o capitulo desenvolvido pelo etólogo Cesar Ades, discute com base em estudos empíricos a possibilidade da coexistência de mecanismos altamente especializados e mecanismos gerais de comportamento (modularidade maciça versus modularidade flexível). Estes últimos possibilitariam um aprendizado independente de problemas adaptativos ancestrais, como aprender a usar o computador, andar de bicicleta, tocar um instrumento musical etc. Sobre esse respeito, o psicólogo Jeremy Genovese discutiu, em artigo recentemente publicado, a possibilidade do mecanismo de reforçamento atuar como um mecanismo psicológico geral.

Vale ressaltar que a PE é uma disciplina relativamente recente, sendo proposta formalmente em 1992, com a publicação do livro “The adapted mind” de Barkow, Cosmides e Tooby, onde foram reunidos princípios gerais derivados de linhas de pesquisa em comportamento humano e não humano. Em virtude disso, as hipóteses formuladas especialmente pelo grupo liderado por Leda Cosmides e John Tooby estão sendo testadas para posteriormente confirmação. Em 2005 o livro “The handbook of evolutionary psychology”, organizado por David Buss reuniu muitos pesquisadores para aprofundarem os assuntos tratados em PE.

Mais informações podem ser obtidas em:

http://www.cb.ufrn.br/psicoevol/

http://www.geape-ufpa.org/

Indicações de leitura:

  • Jerome Barkow, Leda Leda Cosmides e John Tooby. The adapted mind: Evolutionary psychology and the generation of culture. Oxford University Press, 1992.
  • Emma Otta e Maria Emilia Yamamoto. Fundamentos de Psicologia: Psicologia Evolucionista., Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2009.
  • Steven Gangestad e Jeffrey Simpson. The evolution of mind: Fundamental questions and controversies. The Guilford Press; 2007
  • David Buss. The handbook of evolutionary psychology. John Wiley & Sons, Inc. New Jersey. 2007.
  • Jeremy Genovese. Evolutionary Psychology and Behavior Analysis: Toward Convergence – The behavior analyst Today. 2009.
Digg This
Reddit This
Stumble Now!
Buzz This
Vote on DZone
Share on Facebook
Bookmark this on Delicious
Kick It on DotNetKicks.com
Shout it
Share on LinkedIn
Bookmark this on Technorati
Post on Twitter
Google Buzz (aka. Google Reader)

Mauro Silva Júnior Artigos, Psicolgia

Copy Protected by Chetan's WP-CopyProtect.