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Arquivo da Categoria ‘Educação’

Conectados, multitarefa, radicais, isolados e burros

Visão mais pessimista das crianças de hoje aponta que a navegação aleátória tira delas o tempo necessário para o desenvolvimento intelectual

Conectadas de berço, as crianças pensam e agem cada vez mais rapidamente, além de conseguirem realizar várias atividades ao mesmo tempo. Mas quem disse que tudo isso é bom?

“É verdade que elas são multitarefas, mas isso só faz que elas adquiram o que os cientistas chamam de estado de atenção parcial contínua”, defende o professor Mark Bauerlein, autor do livro The Dumbest Generation (leia abaixo). Elas pulam de um texto para o outro em poucos segundos, mas quanto deles elas conseguem entender no final?

Por mais que já seja reconhecida a importância do pensamento fragmentado que impera na web, para Bauerlein é ainda “a lógica linear que comanda todas as áreas de pensamento, da Ciência ao Direito” – e nisso as novas tecnologias não teriam muito a contribuir.

Ao permitir uma excessiva personalização do que se consome, o ciberespaço acabaria privando as crianças de alguns conhecimentos básicos e necessários. “O comportamento que veio com a web simplesmente destrói hábitos necessários para o desenvolvimento intelectual, como a atenção e o discernimento”, dispara Bauerlein, pessimista.

Além disso, como defendeu recentemente o intelectual Umberto Eco, a abundância de informações (vindas principalmente da web) sobre acontecimentos do presente, sejam eles relevantes ou não, acabam soterrando as pessoas e impedindo-as de compreender seu contexto histórico. Imagine então as crianças navegando sozinhas em meio a esse caótico ciberespaço.

Ao mesmo tempo em que aproxima, o virtual também isola. Entre os pontos negativos do digital está a possibilidade de evitarmos o contato com assuntos importantes (mas que, por um motivo ou outro, escolhemos não acessar).

Uma pesquisa do ano passado feita pela SaferNet mostrou que, por navegarem sem acompanhamento de adultos, 53% das crianças já tiveram contato com conteúdos agressivos ou considerados impróprios para sua idade. O estudo revela também que 64% dos jovens usam a web no próprio quarto e que 87% não têm restrições no uso da internet. Elas podem ler, ouvir e assistir apenas aquilo que lhes interessa – e isso, em vez de abrir suas cabeças, pode torná-las mais radicais em suas crenças e preconceitos, além de aliená-las do oposto. Com a televisão, bem ou mal, éramos obrigados a ver um pouco de tudo.

AJUDA OU ATRAPALHA?

Para o educador Paulo Blinkstein o problema é esperar de tecnologias como os videogames uma solução pronta e ignorar as nuances entre o que ajuda e o que prejudica no desenvolvimento das crianças. “Os games são mídias poderosas para a educação, mas existe uma grande falácia na ideia de que podemos aprender brincando, sem esforço e sentados no sofá. O uso educativo do videogame é limitado pelas suas próprias características. Não há milagre.”

Se os jogos podem ajudar no desenvolvimento da noção de espaço e nos reflexos, por sua vez eles podem também prejudicar, a evolução psicomotora dos jovens. “Se a criança ficar bitolada e não se movimentar, explorando seu ambiente físico, issorepercutirá na sua vida futura”, explica o neurologista Jairo Werner, professor da Universidade Federal Fluminense.

REDES SOCIAIS

Para Mark Bauerlein, apesar de os sites de relacionamentos prometerem aos internautas conhecer novos amigos e interagir com pessoas novas, as crianças acabam se fechando ainda mais nos seus grupos quando entram nessas redes. “Apesar de toda a utopia em cima da interação que esses sites propiciam, o papo das crianças acaba sendo uma extensão do grupinho que se encontra na lanchonete do colégio”.

De acordo com pesquisa realizada pela Turner International Brasil, 77% das crianças se cadastraram pela primeira vez em uma rede social, como o Orkut ou Facebook, quando tinham entre 5 e 8 anos de idade. 73% delas admitem que seus contatos são formados por amigos do dia-a-dia.

MARK BAUERLEIN, professor

A geração digital é a mais burra de todos os tempos. Essa é a tese central do livro The Dumbest Generation, de Mark Bauerlein, professor da Universidade de Emory, em Atlanta, sul dos EUA. Bauerlein acredita, por exemplo, que as redes sociais prometem muito e cumprem pouco: as conversas acabam reproduzindo a fofoca do colégio e pouco acrescentam no desenvolvimento intelectual das crianças. Além disso, ele defende a importância cada vez maior do pensamento linear em contraposição à fragmentação da internet.

Não é normal que os mais velhos reclamem dos hábitos dos mais novos? A crítica da era digital não é a mesma que foi feita quando surgiu a TV?

Sim. Nós sempre ouviremos os mais velhos reclamando dos mais novos – mas eu não acho que isso invalida a crítica deles. É verdade, aliás, que assistir televisão demais prejudica o desenvolvimento das crianças e, por isso, os pediatras forçaram regras para a programação. É a doutrinação dos mais velhos que forma uma sociedade saudável. Um jovem precisa saber, por exemplo, o que aconteceu em Cuba em 1959 para lembrar que a história não começou quando ele fez seu aniversário de 13 anos.

Por que então você considera essa geração a mais burra de todos os tempos?

Em termos de inteligência pura, eles são tão espertos quanto sempre foram. Mas quando você vê o conhecimento deles de história, literatura, filosofia, eles são completamente ignorantes. Isso porque a maioria do tempo livre dessas crianças é gasto com ferramentas digitais que simplesmente repercutem umas as outras. Eles não leem jornais, eles mexem no Facebook. Eles não leem livros, eles mandam SMS. Isso tira deles o tempo que era destinado para a formação intelectual.

Você vê alguma solução para esse “desvio”, agora que o digital se torna onipresente?

Crianças sempre serão crianças, mas antes os pais tinham armas poderosas para limitar o tempo delas. Agora elas podem brigar, fofocar, praticar bullying, amar e odiar na internet. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Imagine um quarto de criança: antes ele era um espaço de isolamento, agora é um hub. Até que deixemos esse espaço menos ‘social’, as coisas estarão erradas.

Reprodução: Entrevsita no Estadão, domingo, 11 de outubro de 2009 17:18, por Rafael Cabral, Bruno Galo e Ana Freitas

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,conectados-multitarefa-radicais-isolados-e-burros,3049,0.shtm

Leonardo Marques Educação

Fórum Mundial de Educação

O Fórum Mundial de Educação (FME) é um movimento pela cidadania e pelo direito universal à educação. Em novembro de 2009, O FME terá, pela primeira vez, uma versão dedicada à educação profissional e tecnológica. O Brasil será sede do evento, que acontece entre os dias 23 e 27 de novembro deste ano, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, capital federal do Brasil.

Estudantes, professores, pesquisadores, trabalhadores, governos, sindicatos, associações e pessoas da sociedade civil organizada de todo o mundo integram o público do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica. A expectativa é que 5 mil pessoas circulem pelo evento. A programação será dividida em três eixos temáticos. O primeiro trata de educação, trabalho e desenvolvimento sustentável; o segundo é sobre educação, culturas e integração e o terceiro discutirá educação, ética, inclusão e diversidade.

O principal objetivo da iniciativa é levantar propostas que integrem a plataforma mundial de educação. Criada no Fórum Mundial de Educação de 2007, a plataforma dita princípios como a universalização do direito à educação pública, a garantia do acesso e a desmercantilização do ensino.

Como sede de um evento internacional de educação profissional e tecnológica, o Brasil tem motivos a comemorar. A área vive um momento de franca expansão. Além disso, em 2009 completam-se 100 anos desde que foram feitos os primeiros investimentos do Governo Federal em educação profissional.

Reprodução de Notícia do site da UNESCO: Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT).

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Vídeos: voto e o parlamento Argentino

O Canal Encuentro é um canal do Ministério de Educacão da República Argentina. É um canal público de comunicacão, que busca conscientizar sua audiência como cidadãos sujeios de direito, e não como meros consumidores. Ele liberou em seu canal do Youtube uma série de animações sobre o parlamento, o voto e sobre os diferentes poderes de sistema representativo federal Argentino. O nosso é um pouco diferente, mas vale a dica tanto como inspiração para o nosso governo, como para exemplificar uma forma simples de ensinar sobre cidadania à nossas crianças.

Leonardo Marques Educação

Patrícia Konder Lins e Silva – A escola do futuro

Palestra de abertura da terceira edição do projeto Descolagem realizado no NAVE (www.nave.oi.com.br) em 22 de novembro de 2008 com curadoria de Beto Largman em parceria com o instituto Oi Futuro.

Leonardo Marques Ciência, Educação, Tecnologia

Reprovação cai pela metade com notebooks nas escolas

O Projeto Um Computador por Aluno (UCA), desenvolvido pelo governo federal em parceria com prefeituras, produziu uma pequena revolução na cidade de Piraí, no interior do Estado do Rio de Janeiro. O município conseguiu reduzir praticamente à metade o elevado índice de reprovação escolar, que beirava os 35% e hoje está na casa dos 18%.

Mais informações no portal do Paulo Henrique Amorim sobre o programa do MEC.

Leonardo Marques Educação

Novas ricas tecnologias, velhos pobres hábitos

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Quando uma criança vai à escola ou um cliente procura um psicólogo ambos tem expectativas claras de que procuram profisisonais com competência e com know-how para dar conta das suas demandas. É injusto e desonesto apresentar-se como um profissional, regulamentado no país sob uma formação laica e cientificamente embasa, mas não submeter-se às regras dessa formação na prática. Os conselhos existem para ajudar a população a se defender dos abusos de uma classe profisisonal, mas é preciso se informar. E isso não se aprende só na escola.

A internet ajuda a se informar, mas saber usá-la é essencial. A informação não vai aparecer pronta, nem com selo de confiabilidade. Mas será que temos dado esse tipo de uso à internet? Sabe os termo com maior crescimento nas buscas do Google ano passado? Leia mais…

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1ª Olimpíada Nacional de História

A 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa inédita de estudar e debater a história nacional, por meio da leitura e interpretação de documentos, imagens e textos.

Serão cinco fases online e uma fase final com premiação, disputadas por equipes compostas por até 3 estudantes e um professor de história.

Podem participar somente alunos de oitavo e nono anos do ensino fundamental e do I, II e III ano do ensino médio.

As inscrições vão de 1 de agosto a 1 de setembro de 2009, e a Olimpíada começa no dia 7 de setembro de 2009.

Em fevereiro de 2003, a reitoria da UNICAMP criou um grupo de trabalho para estudar a viabilidade da criação de um museu de ciências na universidade. O grupo realizou seus trabalhos a partir dos critérios da importância da aprendizagem, divulgação cientifica e conhecimento para todos.

Fonte: Sala de Imprensa do CNPq

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Professor de Psicologia, Laboratórios são obrigatórios?

Essa perguta foi lançada no maior grupo de discussão em Análise do Comportamento (COMPORT). O Prof. Anderson de Moura Lima deu uma resposta tão interessante e informativa que achei interessante divulgar para o público em geral. Acredito que professores psicólogos espalhados pelo país tenham passado pela mesma dúvida.
(…) links referentes às diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação de Psicologia.
Leia mais…

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Prêmio Microsoft Educadores Inovadores

O Prêmio Microsoft Educadores Inovadores (http://www.educadoresinovadores.com.br/) irá premiar (é claro) o uso criativo da tecnologia a serviço do ensino-aprendizagem pode fazer com que o seu trabalho seja um dos vencedores. É a valorização para quem se dedica à educação brasileira! Faltam 21 dias para o encerramento do envio de projetos na categoria Educação Básica e 14 dias para a categoria Escolas Técnicas.

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Pesquise o conteúdo de livros pelo Google

O Google selou o que ele próprio chamou de um acorodo revolucionário com autores e editoras.

Três anos atrás, a Authors Guild, a Association of American Publishers (Associação de Editoras Americanas) e um grupo de autores e editoras moveram uma ação coletiva contra a Pesquisa de Livros do Google.

Agora, temos a enorme satisfação de anunciar que fizemos um acordo com os autores dessa ação e vamos trabalhar em conjunto com esses parceiros do setor, para colocar on-line ainda mais livros do mundo inteiro. Juntos chegaremos muito mais longe que qualquer um de nós chegaria sozinho, e tudo isso trazendo benefícios duradouros para autores, editoras, pesquisadores e leitores.

Atualmente é possível pesquisar o texto completo de cerca de sete milhões de livros com a Pesquisa de Livros do Google. Mas o Goole afirma que futuramente outras fontes complementares às autais (convênio com grande sbibliotecas internacionais e acordo direto com editoras) irão permitir aumentar muito o número de livros que poderão ser encontrados, visualizados e comprados no Google. Serão incluídos livros esgotados, livros protegidos por direitos autorais e livros clássicos.

Por enquanto, só é possível exibir alguns trechos do texto da maioria dos livros protegidos por direitos autorais digitalizados pelo Projeto Biblioteca. Como a grande maioria desses livros está esgotada, para realmente lê-los é necessário procurar em uma biblioteca ou sebo.

Para buscar livros do Google Livros visite o link: http://books.google.com.br/

Maiores informações: http://books.google.com/intl/pt-BR/googlebooks/agreement/

Leonardo Marques Educação, Tecnologia