Mitos sobre a evolução

3, dezembro, 2009
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Olá amigos! Estamos em falta com vocês, tem um tempinho que não postamos nada. Mas estamos, eu e o Tiago, numa grande correria na vida profisisonal, prometo que vamos voltar aos pouco. Trago hoje um tema interessante e bem debatido neste ano, o biólogo Darwin e sua revolucionária teoria. Michael Le Page escreveu um artigo na revista New Scientist sobre 24 mitos e mal-entendidos sobre a evolução.

Dentre os mitos que acirram o debate estão a idéia de que a evolução é incompatível com as religiões, as teorias evolucionistas levam ao racismo e ao genocídio, achar que todas as idéias de Darwin são a última palavra nessa área e que a evoluçao é um processo inteiramente aleatório. Acho que a contribuição do Mauro Silva Júnior no post sobre Psicologia Evolucionista dá um aótima base para entender como a teoria da evolução influência na nossa área. Vou listar algumas dos pontos que Le Page lista em sua compilação.

Os críticos tem uma descrença na capacidade dos processos evolutivos em desenvolver estruturas, que para eles, são muito complexas, como os olhos ou as asas. Le Page credita ao entendimento incompleto da teoria esse tipo de afirmação. Ele indica que muitas estruturas derivam de um processo de exaptação, adaptação biológica que evolui por pressões seletivas diferentes das funções que essa adaptação atualmente se relaciona. A evolução das asas são um exemplo. Uma das hipóteses é de que elas evoluíram de barbatanas que impulsionavam animais na crista da água. Adquirinddo a função atual apenas posteriormente.

Outro mito corriqueiro é a idéia de que a evolução sempre conduz à uma maior complexidade. Peixes abissais e animais que moram em cavernas podem sofrer pressões adaptativas no sentido de suprimir algumas características que seus antepassados já possuiam. Além disso, estudos recentes investigam a idéia de que a complexidade decorre não necessariamente da seleção natural, mas apesar dela. É lógico imaginar que altas pressões seletivas diminuem a complexidade dos genomas, como se os padronizasse. Mas há variação no ambiente também, e alguns oferecem baixas pressões seletivas, propiciando maior complexidade. Esse já é um caminho mais espinhoso e complexo (pegou?) e prefiro deixar pra quem sabe explicar. Sugiro o link para o artigo que explica como a seleção natural é apenas um meio de evolução.

Não vou me alongar demais, a compilação do Michael Le Page foi bem esclarecedora para mim. Espero que seja úti para você também. Se o inglês apertar a versão traduzia automaticamente pelo Google pode dar uma ajuda inicial, veja aqui. Apesar de fazer uma boa compilação sobre o tema me parece que alguns assuntos, como a orientação sexual e a influência dos genes, são tratados de modo um pouco tendenciosos. Mas é só não parar de pesquisar e usar esse post apenas como um estopim.

Grande abraço.

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Sindicato de Professores mantêm equívocos de décadas atrás

7, novembro, 2009
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Divulgamos na íntegra a resposta da Presidente da ABPMC ao Sindicato de professores e trabalhadores da rede pública do Espírito Santo sobre pronunciamento público que contém equívocos em relação ao behaviorismo.

O pronunciamento que eles fizeram e ao qual a ABPMC respondeu encontra-se no link http://www.sindiupes.org/?sub=92.

A resposta da ABPMC segue em anexo.

_______________________________________________________________

Escrevo-lhes na qualidade de Presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC), fundada há dezoito anos, com sede atual em Campinas, São Paulo e também representando um expressivo grupo de psicólogos behavioristas do Espírito Santo, professores de instituição privada e pública federal de ensino, motivados a questionar os sérios equívocos e julgamentos inapropriados apresentados em relação ao Behaviorismo, por esta entidade, na notícia pública sobre o Bônus Desempenho do Magistério divulgado pelo governo do Estado no site do SINDIUPES. Gostaríamos, ainda, de tornar esta ocasião oportuna para esclarecimentos e debates sobre nossa importante e atualíssima abordagem comportamental (behaviorista).

A ABPMC é um grande fórum científico e profissional de reunião e discussão da abordagem behaviorista no Brasil, solidamente instalado, tendo em seu banco de dados 4000 nomes de pessoas interessadas na abordagem comportamental e com um quadro atual de sócios de 1800 pessoas, reunindo pesquisadores, profissionais, professores e alunos envolvidos com a prática e com a produção de conhecimento na abordagem behaviorista, também conhecida como abordagem comportamental (Análise do Comportamento). Dentre eles, há inúmeros sócios que atuam na rede pública de ensino, estadual ou federal, contribuindo para a compreensão dos complexos processos de ensinar e aprender, além de pesquisadores e terapeutas. No Espírito Santo, por exemplo, sabedores que somos das condições de saúde dos servidores da Saúde no Estado, contribuímos, dentre outros projetos, na melhoraria de tais condições no programa de extensão universitária behaviorista (Projeto GAM – Grupo de Apoio a Mulheres) junto a mulheres do Sistema Único de Saúde, cuja avaliação mostra a sensível melhora na qualidade de vida das servidoras estaduais atendidas, muitas com depressão grave, que se arrastava após mais de uma tentativa de suicídio (parte do trabalho está em “A saúde do trabalhador da saúde: o que isso tem a ver com o usuário do SUS?”, publicado em 2008, na coletânea “A Produção da Psicologia Social no ES: memórias, interfaces e compromissos”, e que denuncia a organização do trabalho no SUS como potencialmente danosa à saúde do trabalhador).

Nesse sentido, vimos esclarecer, em primeiro lugar, que a Análise do Comportamento ou abordagem behaviorista não é uma política, tal como apregoa a notícia no site do sindicato, mas, sobretudo, uma abordagem científica da Psicologia, fundamentada em pesquisas, com o objetivo último de colaborar com o bem estar do ser humano e com a transformação social. E, por isso, como ciência, apresenta suas necessária implicações sociais, sendo fortemente comprometida com a eliminação de práticas segregadoras (racistas, sexistas ou de outros tipos) e de exclusão educacional, especialmente de crianças com distúrbios graves de desenvolvimento. Leia mais…

Leonardo Marques Ciência, Opinião, Psicolgia (141 visitas)

Psicologia Evolucionista

4, novembro, 2009
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hominideos

A Psicologia, como disciplina científica, foi por muito tempo considerada uma “psicologia da consciência”, no sentido de que apenas aspectos voluntários do comportamento ou da mente e consciência eram estudados. Posteriormente, algumas teorias tentaram formular conceitos e fenômenos de outra ordem, a qual a consciência não tinha acesso. Esses fenômenos eram de natureza inconsciente ou produto do inconsciente, entendidos enquanto uma parte da mente ou funcionamento diferenciado dela. Embora os termos “mente” e “inconsciente” sejam usados por muitas abordagens psicológicas, em cada uma, eles terão definições completamente diferentes e serão usados para explicar fenômenos que muitas vezes, não são antagônicos, mas estão submetidos à níveis de análise distintos.

Recentemente o termo “mente” recebeu uma nova roupagem, não mais se tratando de um constructo psicodinâmico, mas de um objeto palpável e passível de investigação empírica direta. Seu correspondente, dentro dessa nova Psicologia, é mecanismo psicológico, e não se refere a um funcionamento particular de um indivíduo, mas de todos os indivíduos da nossa espécie, os Homo s. sapiens. Nesse sentido, o conceito de mente está atrelado aos padrões gerais de comportamento da espécie humana.

Essa nova psicologia é Psicologia Evolucionista (PE), cujo principal objetivo é a investigação desses mecanismos psicológicos ou da “mente humana” por meio de uma variedade de métodos e técnicas correlacionais, observacionais, comparativas com outras espécies e experimentais. A PE deriva de ramificações dos objetivos da Etologia, fundada no século XIX, para a qual o comportamento poderia ser estudado, a partir de uma perspectiva biológica, se respondesse a quatro perguntas, os quatro porquês de Tinbergen, um dos fundadores da área. O primeiro “porque” deveria reconstruir a história filogenética do comportamento em questão. O segundo “porque” se refere à função do comportamento para a sobrevivência da espécie. Em terceiro lugar, deve-se responder como o comportamento se desenvolve na ontogênese do individuo; e em último, quais as causas imediatas do comportamento.

Embora essa proposta da Etologia pareça completa, ela foi muito ousada e ambiciosa, e muitos dos estudos não deram conta de responder a todas essas perguntas ao mesmo tempo. Como conseqüência disso, houve desdobramentos da Etologia de modo que cada porque passou a ser estudado por cada nova disciplina que a sucedeu, como por exemplo, a Sociobiologia (enforcando o primeiro porque), a Ecologia Comportamental (enfocando o quarto porque) e a Psicologia Evolucionista (enfocando o segundo porque).

Ao enfocar no segundo porque, os teóricos da PE acreditam que a mente humana (ou os mecanismos psicológicos) foram selecionados no passado devido ao seu caráter adaptativo na sobrevivência da espécie. Esse período passado, no qual os ancestrais humanos evoluíram nas savanas africanas, é chamado de Ambiente de Adaptação Evolutiva (ou AAE, simplesmente). Nessa época, as condições ambientais (clima, geografia e predação) e sociais (maior dependência da prole, formação de casais, evolução da linguagem e estabelecimento de redes sociais amplas) moldaram na mente humana “soluções adaptativas” aos problemas encontrados neste período. Como resultado, ainda hoje estas soluções estão supostamente presentes no comportamento humano.

As soluções encontradas no AAE são expressas em padrões comportamentais amplos, como o apego, a formação de amizades, a desconfiança/aversão a membros externos ao nosso grupo etc. No entanto, não são os comportamentos em si que foram selecionados, uma vez que eles são o produto do gene pool da espécie em interação com o ambiente no qual ela vive atualmente. Para os psicólogos evolucionistas, o que evoluiu foram os mecanismos psicológicos, sob a forma de conexões neuronais no cérebro, cuja função é o processamento das informações ambientais especificas de cada problema encontrado pelos ancestrais humanos. Isso implica dizer que os mecanismos envolvidos na criação dos filhos não processam as informações sobre as melhores pessoas com as quais namorar, e vice versa.

Esse grau de especificidade dos comportamentos humanos é visto como conseqüência da especialização dos mecanismos, que evoluíram porque resolveram problemas muito específicos. Essa característica da mente humana chama-se modularidade, por sugerir que um mecanismo psicológico não pode ser usado para resolver outros tipos de problemas para os quais não evoluiu. Exemplo disso é a preferência humana por faces simétricas na procura por parceiros amorosos, mas que por outro lado, a simetria da face não parece ser levada em consideração quando se procura um amigo. Outros exemplos envolvem a capacidade de detecção de trapaceiros, ausência de reciprocidade, quando se busca por cooperação. Apesar das pessoas negarem veementemente que não esperem receber em troca aquilo que fizeram para outrem, ao perceber que o outro não corresponde à cooperação ou reciprocidade na relação, elas interrompem as ajudas freqüentemente destinadas ao sujeito egoísta.

Outro mecanismo psicológico muito estudado é a empatia. Já foi demonstrado na espécie humana e em outras espécies que os indivíduos são capazes de experimentar interesse nos sentimentos e desejos de outras pessoas. A empatia ocorre desde muito cedo na espécie humana, onde por volta dos primeiros anos de vida, as crianças são capazes de demonstrar “compaixão” ao ver outra criança ou adulto chorando. Comportamentos como esses só podem acontecer mediante a capacidade de se interpretar os sentimentos e idéias de outras pessoas através das suas expressões faciais e corporais (Teoria da Mente). É como se a mente humana fosse capaz de fazer uma leitura, ainda que estatística, dos estados subjetivos dos outros.

A empatia possui uma base neurológica bem definida, sendo creditada a um conjunto especial de neurônios situados na área 44 do cérebro humano ou área F5 de outros primatas. Os neurônios espelho como são conhecidos são responsáveis pelo processamento de informações sobre o comportamento dos outros, no sentido de ativar no cérebro do observador, as mesmas áreas envolvidas no comportamento motor do sujeito observado, a base neurológica para a imitação social. As pesquisas experimentais que descobriram os neurônios espelhos foram feitas na Universidade de Parma, Itália, sob a supervisão do neurocientista Giacomo Rizzolatti. Atualmente, as pesquisas do grupo de Rizzolatti demonstram que há vários tipos de neurônios espelhos, formando em conjunto o sistema de neurônios espelho, envolvidos também com a produção da fala humana, processada na mesma área cerebral (área 44 ou área de Broca) e possível evolução da linguagem dos seres humanos.

Muito embora, os mecanismos psicológicos tenham sido selecionados porque capacitaram os ancestrais humanos resolver problemas do AAE, isso não implica na atual adaptação dos mecanismos. No AAE, as condições do ambiente seco e pobre impulsionaram os hominídeos à procura por alimentos ricos em calorias e carboidratos, muito escassos naquela época. Todavia, no mundo atual dos supermercados e lanchonetes, onde a disponibilidade de alimentos e a facilidade de encontrá-los, sob as formas mais ricas, tornam essa preferência que foi adaptativa no passado, num grande problema de saúde pública, causando obesidade, diabetes e doenças coronárias.

Apesar das contribuições trazidas pela PE e pela noção de mecanismo psicológico ao comportamento humano não há total concordância entre os teóricos da evolução sobre as extensões da validade da importância do AAE e da modularidade da mente humana na compreensão do comportamento humano.

As críticas mais duras são feitas pelos ecólogos comportamentais, que enfocam menos a adaptação passada, e mais a capacidade de lidar com os problemas no ambiente atual das espécies, a adaptabilidade. Segundo eles a possibilidade de se entender o comportamento humano usando a perspectiva da PE é limitada devido a impossibilidade de se observar a função dos mecanismos psicológicos no ambiente ancestral. Os psicólogos evolucionistas respondem às críticas, afirmando que desde o surgimento da nossa espécie até os dias de hoje, não houve tempo para que nós mudássemos radicalmente dos primeiros humanos. Logo, os estudos de populações atuais e dos padrões comportamentais encontrados hoje fortalecem a idéia de que nossas “mentes modernas habitam um crânio da idade da pedra”, afirmação de Leda Cosmides sobre a possibilidade de se estudar os mecanismos psicológicos, olhando para o passado.

Por outro lado, muitas críticas dirigidas à PE são baseadas em desconhecimento da teoria e de seus métodos. Alguns têm acusado os psicólogos evolucionistas de tentar reconstruir o ambiente de adaptação evolutiva, AAE, através do “uso de questionários e experimentos super simplificados em laboratório”. O conceito de AAE nada mais descreve que as condições (pressões seletivas) que foram enfrentadas pelos ancestrais caçadores-coletores, mas de forma alguma esse ambiente pode ser reconstruído, ou o é pelos psicólogos evolucionistas. Uma das características que distingue a PE de outras disciplinas é a interdisciplinaridade, dialogando com outras ciências, como a paleoclimatologia, neurociências, paleoantropologia, arqueologia etc. Ciências como a paleoantropologia, arqueologia e a paleoclimatologia ao investigar o registro fóssil buscam reconstruir esse passado através dos vestígios deixados pelos hominídeos (como instrumentos de pedra lascada, ossadas e inclusive o gelo polar e restos de animais mortos no fundo do mar). Utilizando-se, então, da reconstrução do passado realizada por outras ciências, os psicólogos evolucionistas tomam essa reconstrução como referência para avaliar suas hipóteses a respeito dos mecanismos psicológicos investigados por eles.

Uma tentativa de promover a discussão entre os psicólogos evolucionistas e outros teóricos da evolução foi feita no livro “The evolution of mind: fundamental questions and controversies” organizada por Steven Gangestad e Jeffrey Simpson. O livro lançado em 2007 traz discussões teóricas sobre evolução, as metodologias adotadas pelos psicólogos evolucionistas, e discussões sobre a extensão dos conceitos da PE, como AAE e de mecanismos psicológicos.

No ano de 2009, um conjunto de pesquisadores de universidades brasileiras lançou o primeiro manual em português sobre a PE. Nele, além de haver discussões atualizadas sobre as tendências de pesquisas em PE, traz reflexões sobre o AAE e a modularidade. Especialmente o capitulo desenvolvido pelo etólogo Cesar Ades, discute com base em estudos empíricos a possibilidade da coexistência de mecanismos altamente especializados e mecanismos gerais de comportamento (modularidade maciça versus modularidade flexível). Estes últimos possibilitariam um aprendizado independente de problemas adaptativos ancestrais, como aprender a usar o computador, andar de bicicleta, tocar um instrumento musical etc. Sobre esse respeito, o psicólogo Jeremy Genovese discutiu, em artigo recentemente publicado, a possibilidade do mecanismo de reforçamento atuar como um mecanismo psicológico geral.

Vale ressaltar que a PE é uma disciplina relativamente recente, sendo proposta formalmente em 1992, com a publicação do livro “The adapted mind” de Barkow, Cosmides e Tooby, onde foram reunidos princípios gerais derivados de linhas de pesquisa em comportamento humano e não humano. Em virtude disso, as hipóteses formuladas especialmente pelo grupo liderado por Leda Cosmides e John Tooby estão sendo testadas para posteriormente confirmação. Em 2005 o livro “The handbook of evolutionary psychology”, organizado por David Buss reuniu muitos pesquisadores para aprofundarem os assuntos tratados em PE.

Mais informações podem ser obtidas em:

http://www.cb.ufrn.br/psicoevol/

http://www.geape-ufpa.org/

Indicações de leitura:

  • Jerome Barkow, Leda Leda Cosmides e John Tooby. The adapted mind: Evolutionary psychology and the generation of culture. Oxford University Press, 1992.
  • Emma Otta e Maria Emilia Yamamoto. Fundamentos de Psicologia: Psicologia Evolucionista., Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2009.
  • Steven Gangestad e Jeffrey Simpson. The evolution of mind: Fundamental questions and controversies. The Guilford Press; 2007
  • David Buss. The handbook of evolutionary psychology. John Wiley & Sons, Inc. New Jersey. 2007.
  • Jeremy Genovese. Evolutionary Psychology and Behavior Analysis: Toward Convergence – The behavior analyst Today. 2009.

Mauro Silva Júnior Artigos, Psicolgia (105 visitas)

Behavior Analyst on line!

3, novembro, 2009
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Olá Pessoal,

Esssa notícia não é muito nova, mas ela é de nosso profundo interesse, pois divulga mais uma base digital de artigos de psicologia. O Jornal The Behavior Analyst colocou todos os seus volumes na internet. O jornal tinha sua inscrição paga mas agora abriu a possibilidade de que todos os seus artigos sejam baixados em formato pdf através do servidor da biblioteca pubmed. Voce pode acessar a lista de todos os volumes para download aqui.

Boa Leitura,

Aquele abraço.

Tiago de Man Acervos Eletrônicos (39 visitas)

Clássicos: Experiência da Prisão de Stanford

2, novembro, 2009
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Ocorreu na Universidade de Stanford um experimento de aprisionamento que se tornouum marco no estudo psicológico das reações humanas ao cativeiro, em particular, nas circunstâncias reais da vida na prisão. Em 1971 o Prof. Philip Zimbardo, e seus colaboradores, selecionaram voluntários que assumiram os papéis de guardas e prisioneiros em convívio em uma prisão “simulada”.


Palenjado para durar 15 dias o experimento foi encerrado prematuramente passados 6 dias. Rapidamente o experimento ficou fora de controle e foi abortado devido aos abusos dos alunos guardas e das fortes reações emocionais dos alunos prisioneiros. O que sucede quando se colocam pessoas boas num lugar de mal? Será que a humanidade ganhará ao mal ou será que o mal triunfará? Essas a outras questões foram levantadas pelos pesquisadores após esse experimento.

No site do experiemento da prisão de Stanford, é possível acompanhar com detalhes a experiência. Slides, videos e textos nosmostram a realidade intrigante das nossas relações sociais em ambientes extremos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Experimento_do_aprisionamento_de_Standford

Leonardo Marques Ciência, Psicolgia (60 visitas)

Gerenciador de Referências

30, outubro, 2009
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Olá pessoal!

Há muito tempo eu imaginava um programa como este. A idéia é muito simples: Um programa onde você possa cadastrar suas referências biliográficas em um banco de dados e voce possa colocar tags associadas a elas. A lógica é a mesma do gmail. Tadas as mensagens do gmail vão para uma pasta chamada “all mail” dai aparacem as “tags” ou marcadores. As mensagens não lidas vão para o “inbox” e aquela que foram lidas podem ser marcadas com uma tag. Isto significa que uma mensage pode ser marcada com várias tags sem a necessidade de se fazer cópias de várias mensagens.

Com o genrenciador de referências nos temos a mesma lógica. Cadastramos um referência e adicionamos tags a esta referencias. Ao clicarmos na tag criada ela aparecerá lista naquela lista junto com outras referencias que contém o memso marcador. Isso é muito interessante porque no caso da maioris dos artigos que lemos a literatura não se aplica apenas a um tema. Imagine que um artigo que fala da práica clinicadas habilidades sociais. Este artigo pode ser marcado com tags de clinica e de habiliades sociais. entçao em um futuro próximo você pode procurar por artigos de clínica e o texto aparecerá na sua seleção.

Vale a pena conferir o programa Biblioexpress que pode ser baixado aqui. No site do programa biblioexpress.com voce pode encontrar mas informações e o manual do programa que é gratuito e de código aberto.

Olhem algumas fotos do programa:

Aquele abraço

Tiago de Man Ferramentas Educacionais, Portabilidade, Tecnologia (37 visitas)

Revistas Perspectivas em Análise do Comportamento

28, outubro, 2009
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Caros Amigos,

O psicólogosdigitais.com vem ajudar na divulgação de mais um periódico específico da área. Trata-se da revistas perspectivas.  Segue um pouquinho do resumo da revista extraído do site.

“PERSPECTIVAS é uma Revista Eletrônica semestral publicada pelo Núcleo Paradigma de Análise do Comportamento. Tem como objetivo principal a publicação de artigos inéditos destinados à discussão de temas referentes ao behaviorismo radical e à análise do comportamento em suas mais diversas áreas de aplicação. A revista PERSPECTIVAS contempla análises sobre o desenvolvimento filosófico, conceitual, tecnológico, metodológico e de aplicação de sua área.  Serão aceitos artigos que procuram apresentar uma análise crítica sobre um tema de expertise do(s) autor(es).”

Parabéns ao pessoal do Núcleo Paradigma por mais esta iniciativa.

Tiago de Man Periódicos (62 visitas)

Conectados, multitarefa, radicais, isolados e burros

24, outubro, 2009
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Visão mais pessimista das crianças de hoje aponta que a navegação aleátória tira delas o tempo necessário para o desenvolvimento intelectual

Conectadas de berço, as crianças pensam e agem cada vez mais rapidamente, além de conseguirem realizar várias atividades ao mesmo tempo. Mas quem disse que tudo isso é bom?

“É verdade que elas são multitarefas, mas isso só faz que elas adquiram o que os cientistas chamam de estado de atenção parcial contínua”, defende o professor Mark Bauerlein, autor do livro The Dumbest Generation (leia abaixo). Elas pulam de um texto para o outro em poucos segundos, mas quanto deles elas conseguem entender no final?

Por mais que já seja reconhecida a importância do pensamento fragmentado que impera na web, para Bauerlein é ainda “a lógica linear que comanda todas as áreas de pensamento, da Ciência ao Direito” – e nisso as novas tecnologias não teriam muito a contribuir.

Ao permitir uma excessiva personalização do que se consome, o ciberespaço acabaria privando as crianças de alguns conhecimentos básicos e necessários. “O comportamento que veio com a web simplesmente destrói hábitos necessários para o desenvolvimento intelectual, como a atenção e o discernimento”, dispara Bauerlein, pessimista.

Além disso, como defendeu recentemente o intelectual Umberto Eco, a abundância de informações (vindas principalmente da web) sobre acontecimentos do presente, sejam eles relevantes ou não, acabam soterrando as pessoas e impedindo-as de compreender seu contexto histórico. Imagine então as crianças navegando sozinhas em meio a esse caótico ciberespaço.

Ao mesmo tempo em que aproxima, o virtual também isola. Entre os pontos negativos do digital está a possibilidade de evitarmos o contato com assuntos importantes (mas que, por um motivo ou outro, escolhemos não acessar).

Uma pesquisa do ano passado feita pela SaferNet mostrou que, por navegarem sem acompanhamento de adultos, 53% das crianças já tiveram contato com conteúdos agressivos ou considerados impróprios para sua idade. O estudo revela também que 64% dos jovens usam a web no próprio quarto e que 87% não têm restrições no uso da internet. Elas podem ler, ouvir e assistir apenas aquilo que lhes interessa – e isso, em vez de abrir suas cabeças, pode torná-las mais radicais em suas crenças e preconceitos, além de aliená-las do oposto. Com a televisão, bem ou mal, éramos obrigados a ver um pouco de tudo.

AJUDA OU ATRAPALHA?

Para o educador Paulo Blinkstein o problema é esperar de tecnologias como os videogames uma solução pronta e ignorar as nuances entre o que ajuda e o que prejudica no desenvolvimento das crianças. “Os games são mídias poderosas para a educação, mas existe uma grande falácia na ideia de que podemos aprender brincando, sem esforço e sentados no sofá. O uso educativo do videogame é limitado pelas suas próprias características. Não há milagre.”

Se os jogos podem ajudar no desenvolvimento da noção de espaço e nos reflexos, por sua vez eles podem também prejudicar, a evolução psicomotora dos jovens. “Se a criança ficar bitolada e não se movimentar, explorando seu ambiente físico, issorepercutirá na sua vida futura”, explica o neurologista Jairo Werner, professor da Universidade Federal Fluminense.

REDES SOCIAIS

Para Mark Bauerlein, apesar de os sites de relacionamentos prometerem aos internautas conhecer novos amigos e interagir com pessoas novas, as crianças acabam se fechando ainda mais nos seus grupos quando entram nessas redes. “Apesar de toda a utopia em cima da interação que esses sites propiciam, o papo das crianças acaba sendo uma extensão do grupinho que se encontra na lanchonete do colégio”.

De acordo com pesquisa realizada pela Turner International Brasil, 77% das crianças se cadastraram pela primeira vez em uma rede social, como o Orkut ou Facebook, quando tinham entre 5 e 8 anos de idade. 73% delas admitem que seus contatos são formados por amigos do dia-a-dia.

MARK BAUERLEIN, professor

A geração digital é a mais burra de todos os tempos. Essa é a tese central do livro The Dumbest Generation, de Mark Bauerlein, professor da Universidade de Emory, em Atlanta, sul dos EUA. Bauerlein acredita, por exemplo, que as redes sociais prometem muito e cumprem pouco: as conversas acabam reproduzindo a fofoca do colégio e pouco acrescentam no desenvolvimento intelectual das crianças. Além disso, ele defende a importância cada vez maior do pensamento linear em contraposição à fragmentação da internet.

Não é normal que os mais velhos reclamem dos hábitos dos mais novos? A crítica da era digital não é a mesma que foi feita quando surgiu a TV?

Sim. Nós sempre ouviremos os mais velhos reclamando dos mais novos – mas eu não acho que isso invalida a crítica deles. É verdade, aliás, que assistir televisão demais prejudica o desenvolvimento das crianças e, por isso, os pediatras forçaram regras para a programação. É a doutrinação dos mais velhos que forma uma sociedade saudável. Um jovem precisa saber, por exemplo, o que aconteceu em Cuba em 1959 para lembrar que a história não começou quando ele fez seu aniversário de 13 anos.

Por que então você considera essa geração a mais burra de todos os tempos?

Em termos de inteligência pura, eles são tão espertos quanto sempre foram. Mas quando você vê o conhecimento deles de história, literatura, filosofia, eles são completamente ignorantes. Isso porque a maioria do tempo livre dessas crianças é gasto com ferramentas digitais que simplesmente repercutem umas as outras. Eles não leem jornais, eles mexem no Facebook. Eles não leem livros, eles mandam SMS. Isso tira deles o tempo que era destinado para a formação intelectual.

Você vê alguma solução para esse “desvio”, agora que o digital se torna onipresente?

Crianças sempre serão crianças, mas antes os pais tinham armas poderosas para limitar o tempo delas. Agora elas podem brigar, fofocar, praticar bullying, amar e odiar na internet. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Imagine um quarto de criança: antes ele era um espaço de isolamento, agora é um hub. Até que deixemos esse espaço menos ‘social’, as coisas estarão erradas.

Reprodução: Entrevsita no Estadão, domingo, 11 de outubro de 2009 17:18, por Rafael Cabral, Bruno Galo e Ana Freitas

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,conectados-multitarefa-radicais-isolados-e-burros,3049,0.shtm

Leonardo Marques Educação (25 visitas)

II Jornada de Autismo! Não percam!

22, outubro, 2009
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Caros Leitores,

Segue evento para divulgação.

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Tiago de Man Eventos, Geral (37 visitas)

Parabéns Professores desse Brasil “Varonil”

15, outubro, 2009
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A comemoração do Dia do Professor começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.

No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

Fonte: www.diadoprofessor.com.br

Leonardo Marques Geral (48 visitas)